Dos 494 mil hectares de terras de propriedade de Klabin, 211 mil hectares são de florestas nativas de Mata Atlântica preservadas.

Nessas áreas, a Companhia coloca em prática um amplo programa de pesquisa e conservação da fauna e da flora, por meio de monitoramento da biodiversidade em suas florestas e identificação de espécies consideradas raras ou em extinção. O programa, desenvolvido em parceria com universidades, instituições de pesquisa e empresas especializadas, abrange o levantamento de aves, mamíferos, répteis, insetos e espécies vegetais.

Também são adotados procedimentos, com a realização de atividades de impacto com cuidados específicos – colheita, por exemplo – em áreas produtivas adjacentes a áreas preservadas. O indicador utilizado é o percentual de áreas preservadas em relação à área total. Em 2013, essa proporção foi: 39,6% para o Paraná; 48,3% para Santa Catarina; e 40,9% para São Paulo.

Anualmente, é elaborado o Plano de Manejo das unidades florestais, que entre outros aspectos inclui os dados de biodiversidade, com o objetivo de reduzir impactos, além de restaurar áreas para melhoria das condições ambientais das reservas nativas. Em 2013, essas ações abrangeram 215,25 hectares, no Paraná, e 546 hectares, em Santa Catarina.

Os parceiros que fornecem madeira para a Klabin, pertencentes ao Programa de Fomento Florestal, recebem instruções e acompanhamento para aproveitamento legal de suas propriedades, por meio do Programa Matas Legais, realizado em parceria com a ONG Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi). Além disso, as iniciativas de certificação do FSC® em fomentados também visam melhorias no manejo florestal. |GRI EN13; EN14|

A Klabin também realiza um programa de monitoramento de animais silvestres por meio do preenchimento de fichas de visualização com a participação de seus colaboradores. Ao observar exemplares da fauna nas áreas da Companhia, os profissionais preenchem uma ficha que, posteriormente, é catalogada em sistema e contribui para o acompanhamento da fauna nativa. Em 2013, foram visualizados 1.826 animais de 72 espécies diferentes – entre elas animais ameaçados, como tamanduá-bandeira, lobo-guará e puma – nas florestas da companhia.





Áreas de alta biodiversidade fora de áreas protegidas |GRI EN11|


Paraná (Telêmaco Borba e adjacências) Santa Catarina (Lages e adjacências) São Paulo (Angatuba e adjacências)
2011 2012 2013 2011 2012 2013 2011 2012 2013
Tamanho da unidade operacional, em km2 1.343 1.103 1.079 622 659 666 47 36 36
Tipo de operação Conservação Conservação Conservação
Valor da biodiversidade Florestas ombrófilas mista e estacional semidecidual Florestas ombrófilas densa e mista, e Campos, dentro da Mata Atlântica Florestas ombrófilas densa montana e estacional semidecidual, e savana florestada (cerradão)






Número de espécies na Lista Vermelha da IUCN e outras listas de conservação* |GRI EN15|


Risco de extinção Paraná Santa Catarina São Paulo
Identificadas Em risco Identificadas Em risco Identificadas Em risco
Total de espécies ameaçadas** 2.043 617 1.112 341 333 248
Total de animais (IUCN 2010) 754 556 306 281 333 248
Insetos (abelhas) 18 - N.I. N.I. N.D. N.D.
Anfíbios 40 32 8 7 N.I. N.I.
Aves 461 378 250 233 296 217
Crustáceos 3 - N.I. N.I. N.D. N.D.
Mamíferos 137 130 42 38 37 31
Peixes 55 2 N.I. N.I. N.D. N.D.
Répteis 40 14 6 3 N.D. N.D.
Total de plantas (IUCN 2009) 1.289 61 806 60 0 0
Arbóreas 537 42 399 32 N.D. N.D.
Arbustivas 112 1 N.I. N.I. N.D. N.D.
Epífitas 114 5 N.I. N.I. N.D. N.D.
Herbáceas 256 8 275 8 N.D. N.D.
Lianas 4 - 66 13 N.D. N.D.
Pteridófitas 139 1 66 7 N.D. N.D.
Subarbustivas 28 - N.I. N.I. N.D. N.D.
Trepadeiras 99 4 N.I. N.I. N.D. N.D.

*A tabela de controle de biodiversidade sofreu ajustes em função de verificações nas categorias taxonômicas dos indivíduos apontados nos estudos e levantamentos realizados nas Unidades Florestais. Os números reportados são cumulativos aos anos anteriores.
**Não há identificação de espécies criticamente ameaçadas, vulneráveis ou quase ameaçadas.




RPPNs

Com a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), empresas privadas como a Klabin se tornam responsáveis por áreas a serem preservadas, podendo criar atividades e negócios sustentáveis de baixo impacto ambiental, fortalecendo a conservação da biodiversidade, a pesquisa científica e os interesses das comunidades.

Na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), está instalada a primeira área da Klabin reconhecida com RPPN, com 3.852 hectares. Em Santa Catarina, foi concluído o processo junto ao órgão ambiental do Estado para a criação da RPPN Complexo Serra da Farofa, com aproximadamente 5 mil hectares. |GRI EN11|

A reserva está localizada em um região montanhosa, com 1.700 metros de altitude, em um dos locais mais frios do país. Na fazenda estão as nascentes dos rios Canoas e Caveiras, que atravessam as cidades de Otacílio Costa, Correia Pinto e Lages.

A Serra da Farofa tem grande relevância para a biodiversidade da Mata Atlântica porque reúne importantes formações vegetais como as florestas de araucária nas encostas. Os trabalhos científicos realizados nas áreas da RPPN já identificaram quase 600 espécies da flora e 75 espécies da fauna.